sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Antes de partir.

Antes de partir, resolvi publicar um poema que escrevi há tempos atrás e cabe muito no dia de hoje. Um beijo, amigos, até breve.





13

Treze,
das bruxas
das putas
das ruas banhadas de sangue

Treze,
dos poetas
dos lobos
dos solitários imersos no escuro

Treze,
orgasmos consecutivos
homens feridos
estrelas sem brilho

Treze,
do azar
da sorte
da morte

Treze,
flertes com o perigo
sexta-feira perto de um abismo
a imagem do meu filho, enforcado no cordão umbilical.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Aos meus amigos

Sobre o efeito de um banquete de comprimidos
esse quarto finalmente presencia uma noite de sono tranquilo.


Amigos,
ando um pouco ausente desta plataforma, ando um pouco ausente do meu corpo, ando cheio de planos, ando de costas às vezes, ando de quatro também, ando longe... muito longe.
Assim que uma nova idéia, um novo parâmetro, ou uma visão menos turva sobre todas as coisas, voltarem a mim, voltarei a escrever aqui. Por enquanto me ausento, num retiro espiritual dentro de mim buscando uma evolução.
Quero conhecer mais coisas, conhecer mais pessoas, conhecer mais os meus amores, conhecer mais a mim. Vou sentar comigo, conversar comigo, me entender e negociar uma trégua. Quando me encontrar, eu volto.
No mais, vou indo embora...


Até breve.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Incompreensão

Meu coração comete o suicídio
corta os pulsos, sangra no escuro
grita, por ela, em socorro, desespero, paixão
em vão...
(esta euforia, que ele bate, ela não compreende)

sábado, 31 de outubro de 2009

Épico de noites escuras

das minhas incursões espirítuais e dos lados escuros de minha alma

Nos atalhos quietos
dos perdidos nos caminhos da minha ilusão
sempre pertos, do fim da noite e da madrugada chegando
pode-se sentir o cheiro doce da uma noite a mais que pude passar em claro
(aroma feito dama-da-noite)

O picadeiro da imensidão plana, por completo ilumina-se
e o erótico show, das estrelas nuas e tímidas, finalmente começa,
tambores e espíritos, de terreiros, olhares sorrateiros e julgamento...
daquele que criou a maçã...

Então, outrora, clamei pelos sorrisos da lua
agora, posto em pé, rente e, todos os membros do meu corpo, ereto
procuro o canto mais escuro deste teu corpo claro
pra consumar e purificar com pecado o ar da noite

Para adaptar as leis e as criaturas do escuro
para transformar todas corujas em morcegos
para que no cálice o sangue seja, o elixir principal

Para que todo o tempo passe
e que todas as nossas mil faces sejam iguais

Porém, nem o mundo e os seus impasses
será incapaz de ofuscar o brilho das almas
nem o tempo e seu andar disforme
será capaz de nos impedir de rejuvenescer