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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

JARDIM DA EXPERIÊNCIA 2

Foto Por Antonio Carlos Zardos
Amigos, punheteiros e desocupados, trago-lhes mais uma flor psicodélica do meu jardim de experimentações. Lembrando-os, o jardim da experiência é a porra do meu ócio somado a minha cara de pau. Ou seja, musiquinhas gravadas de forma precária, com execução medíocre e sons da paisagem. Como tudo o que é publicado neste blog, um monte de nada, isso faz de mim um gênio. hahaha.

Enfim, esta canção se chama Dáralin. Minha musa, Dáralin, linda, linda, linda. Nesta canção utilizo, além do violão, gaita, harmônica de taças de vidro, um tambor velho e Campari com soda e gelo.

ps: Não sei tocar gaita, nem harmônica de taças... isso, também, faz de mim um gênio. hahaha.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O JARDIM DA EXPERIÊNCIA

O jardim da experiência é meu mais novo passatempo. Compondo canções, gravando-as com o software de gravação mais precário que eu conheço, inventando instrumentos, cantando desafinado, tocando errado... e fazendo tudo fora de tempo e compasso, ou seja sou um desocupado sem tenho porra nenhuma pra fazer.

Sem nenhuma vergonha na cara, apresento-lhes minha mais recente criação: Jardim da consciência. Nela, além do violão, utilizo de sacolas plásticas e um simulador de efeitos.




JARDIM DA CONSCIÊNCIA

Já ouço meu corpo
se desculpando com o tempo
já não peço licença
pra fechar os olhos e deitar no vazio
compro novos sapatos
fumo do mesmo cigarro
assisto a degradação
do ambiente cinza que me ronda
e da natureza morta do meu intestino

Mal nasceram as rugas
e eu já cheiro a mofo
um drops de naftalina
pra eliminar meu hálito fecal
para trancar meu cérebro
na gaveta do espaço

Estou cantando no vácuo
um teste gravitacional
de idéias e de pensamentos enrustidos
e quando me falta álcool
meu fogo apaga, a febre queima
e eu abro a porta de um bloqueio criativo

Eu pergunto as paredes
qual a graça e moral de toda essa existência?
tantas grades e muros
e a liberdade traz, no pulso, marcas de algemas
o futuro é fruto da imaginação
brota na primavera da televisão
e apodrece no jardim da consciência humana
o sol do submundo dispara um clarão
in vitro uma nova fertilização
abortando um tratado de idéias novas

Vinícius Paes