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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Ela tem o rabo quente
Ela tem o rabo quente
e um pau bem rígido
uma metamorfose aflita
melancolia
escondida nos preceitos do positivismo
Ela põe teu rabo quente
rente a minha face
fazendo da escuridão teu abrigo
e das sombras teu desfecho
Ela abre teu rabo quente
e senta
sobre a minha pica dura
Ah, se ela soubesse que o meu rabo, também, arde
Nos meus lábios o doce vermelho do batom
e
toda a morbidez da fumaça
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Heróis de guerra
Nas batalhas
travadas sobre a cama
manchando de sangue o lençol
o nosso excitante canibalismo
envolto nas teias
da cadeia alimentar do desejo
onde, carne consome carne
e não se pode distinguir a fome da gula
quem come de quem é a comida
e tudo se faz um, dois corpos
postos num banquete
de pecado à la carte
é quando seu olhar, feito faca,
me corta ao meio
e num movimento natural de defesa
agarro todos seus cabelos
lanço golpes, violentos, contra seu rosto
cravo minha espada em teu âmago
atravessando, ânus, boca e alma
então, me toca
com as unhas, rouba-me a armadura
quebras meu escudo
ergue em tuas mãos meu pênis
logo, o engole
fazendo deste movimento, teu golpe final
lhe toco,
em meus olhos, um brilho de piedade
assim, me abraça com clemência
para, então, cairmos juntos
ambos, heróis daquela guerra
condecorados
com o gozo, mútuo, da nossa vitória
travadas sobre a cama
manchando de sangue o lençol
o nosso excitante canibalismo
envolto nas teias
da cadeia alimentar do desejo
onde, carne consome carne
e não se pode distinguir a fome da gula
quem come de quem é a comida
e tudo se faz um, dois corpos
postos num banquete
de pecado à la carte
é quando seu olhar, feito faca,
me corta ao meio
e num movimento natural de defesa
agarro todos seus cabelos
lanço golpes, violentos, contra seu rosto
cravo minha espada em teu âmago
atravessando, ânus, boca e alma
então, me toca
com as unhas, rouba-me a armadura
quebras meu escudo
ergue em tuas mãos meu pênis
logo, o engole
fazendo deste movimento, teu golpe final
lhe toco,
em meus olhos, um brilho de piedade
assim, me abraça com clemência
para, então, cairmos juntos
ambos, heróis daquela guerra
condecorados
com o gozo, mútuo, da nossa vitória
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
A MULHER DOS MEUS SONHOS
Louca, seios fartos e um rabo enorme
Dança pra mim sobre a cama
A calcinha, pequena, enterra-se nas carnes
Cansa-se e cai de boca no meu pau
Chupa, como se o ato desse mais prazer pra ela do que pra mim
Me beija, como se eu fosse o teu primeiro e único homem
Sobre mim, senta e dança
Vira, revira os olhos
Grita
Bate, arranha
Tece teias em meu corpo
Feito aranha
Posta-se de quatro e me envolve no teu veneno
Na tua face jorro, quente, o meu sêmen
Ela gosta e engole, planta em mim uma semente
Pouco depois acordo, só, na cama imensa com os lençóis molhados de porra.
Dança pra mim sobre a cama
A calcinha, pequena, enterra-se nas carnes
Cansa-se e cai de boca no meu pau
Chupa, como se o ato desse mais prazer pra ela do que pra mim
Me beija, como se eu fosse o teu primeiro e único homem
Sobre mim, senta e dança
Vira, revira os olhos
Grita
Bate, arranha
Tece teias em meu corpo
Feito aranha
Posta-se de quatro e me envolve no teu veneno
Na tua face jorro, quente, o meu sêmen
Ela gosta e engole, planta em mim uma semente
Pouco depois acordo, só, na cama imensa com os lençóis molhados de porra.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Tenho fome
quero comer todos seus fios de cabelo
saciar minha sede com teu suor
morder cada pedaço do teu corpo
gosto do sabor adocicado que tem teu clitóris
Te amo
e pra provar isto essa noite eu te mato
guardo seu cadáver debaixo da minha cama
para poder sentir sempre o teu cheiro no meu travesseiro
seria então meu primeiro, único e último amor
quero comer todos seus fios de cabelo
saciar minha sede com teu suor
morder cada pedaço do teu corpo
gosto do sabor adocicado que tem teu clitóris
Te amo
e pra provar isto essa noite eu te mato
guardo seu cadáver debaixo da minha cama
para poder sentir sempre o teu cheiro no meu travesseiro
seria então meu primeiro, único e último amor
sábado, 13 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
"E agora? Eu morri!
enforcado em meu cordão umbilical"
Eu, que só queria um cigarro
pra enfrentar o espaço em branco
que ela deixa toda vez que vai.
(será que pode sair, pra fumar comigo?)
Ela vai, mas não deixa ele ir...
eu fiquei observando essa cena, num pântano de palavras
Um pedaço de meu corpo buscava o ponto mais vulnerável de toda aquela blindagem
um corpo de aço com um nariz de cera
o coração dizia coisas que a razão condenava...
sorria, olhava... eu gosto.
(e hoje o meu dia parece tão mais velho)
enforcado em meu cordão umbilical"
Eu, que só queria um cigarro
pra enfrentar o espaço em branco
que ela deixa toda vez que vai.
(será que pode sair, pra fumar comigo?)
Ela vai, mas não deixa ele ir...
eu fiquei observando essa cena, num pântano de palavras
Um pedaço de meu corpo buscava o ponto mais vulnerável de toda aquela blindagem
um corpo de aço com um nariz de cera
o coração dizia coisas que a razão condenava...
sorria, olhava... eu gosto.
(e hoje o meu dia parece tão mais velho)
quinta-feira, 4 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Sobre essa loucura de fome
Só penso em come-la
Sobre a loucura de sede
quero beber em ti cada gota de vida
Sobre todo esse frio
não sei bem o que dizer, mas logo passa
Toda essa minha loucura te assusta? Vezes ela me assusta também.
Mas estamos seguros nela... e isso é certo
Nada de receios, anseios, ou qualquer outra dúvida.
e que venha logo a chuva.
v.m.paes
Só penso em come-la
Sobre a loucura de sede
quero beber em ti cada gota de vida
Sobre todo esse frio
não sei bem o que dizer, mas logo passa
Toda essa minha loucura te assusta? Vezes ela me assusta também.
Mas estamos seguros nela... e isso é certo
Nada de receios, anseios, ou qualquer outra dúvida.
e que venha logo a chuva.
v.m.paes
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Fique em silêncio
Me deixe te sufocar até morrer
Até quando o ar não tocar mais os pulmões
E seus dois olhos sangrarem, sangue em forma de lágrimas
Me deixe cortar seus pulsos, dilacerar seu corpo
Morder seus lábios com força, muita força
Me deixe violar teu corpo morto, porém ainda quente
Enquanto seu sangue escorre, por todos os orifícios mutilados, por conta da minha violência...
Eu quero te ver morta, te currar morta, e depois atear fogo em nossos corpos juntos
Me deixe te sufocar até morrer
Até quando o ar não tocar mais os pulmões
E seus dois olhos sangrarem, sangue em forma de lágrimas
Me deixe cortar seus pulsos, dilacerar seu corpo
Morder seus lábios com força, muita força
Me deixe violar teu corpo morto, porém ainda quente
Enquanto seu sangue escorre, por todos os orifícios mutilados, por conta da minha violência...
Eu quero te ver morta, te currar morta, e depois atear fogo em nossos corpos juntos
v.m.paes
terça-feira, 12 de maio de 2009
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