terça-feira, 29 de março de 2011

Adeus Lula

Morreu no último sábado (26) uma das mentes mais brilhantes da música popular brasileira, Lula Côrtes. O músico e poeta pernambucano construiu, ao lado de Zé Ramalho, um dos discos mais brilhantes de todos os tempos, o cultuado Paêbiru.

O que me deixa mais triste não é o fato de termos perdido Côrtes e sim o fato de ninguém nem ter percebido. Ninguém se deu conta de que, a marulhosa e única, mente de Lula foi pra nunca mais voltar. Enquanto a mídia repercute assuntos banais, diariamente, além de uma porrada de entretenimento de quinta, o gênio morreu no esquecido exílio dos grandes artistas brasileiros, os grandes artistas que ainda fazem alguma coisa nessa merda de nação valer a pena.

Contendo as lágrimas, encerro por aqui, triste e calado. Peço aos poucos que leem as porcarias que escrevo, para prestar homenagem ao velho Lula, com uma dose de conhaque e um cigarro. Sem mais. Descanse em paz, gênio, num lugar onde as almas geniais devem descansar, no limbo do lúdico. Espero que "qualquer dia desses a gente se encontre, pra bater um papo calmo, um papo calmo, pra ficar calmo".

links sobre o assunto:

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Eu volto!

Aos colegas, artistas da web, venho dizer que minh'ausência não é descaso, é falta de tempo mesmo. Assim, que as coisas acalmarem estarei de volta a publicar aqui e a frequentar os blogs preferidos. Pelo bem da nação e pela minha sanidade mental, diga ao povo que volto! haha.

beijos.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Simplesmente ela:

A voz fria de Bjork. Ela congela, desnuda, suga, entorpece e, por fim, mata. Bjork é carnificina pura, uma das figuras mais brilhantes do meio musical. Uma das vozes mais exóticas e cruéis da música. Uma das mulheres mais lindas do mundo. É pecado definir Bjork em palavras.
Dona de uma obra brilhante e consagrada (desde os Sugarcubes), figura enigmática e excitante. Porra! Bjork é Bjork e pronto!



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Caótica Ana

para Anita Mendes


dona de um sorrisinho bastardo
me engole feito gelatina
saio oleoso pelas suas ventas
suas predileções derradeiras
na beirada da gaveta
de calcinhas
a incógnita
Anita
prepara o cavalete
e me arrebata
perva
com o medíocre
da purpurina-pub
bêbada
transformista-satã
mija no meu colo
eu rasgo o crepom
e devoro
aquele mapa das rubéolas
de quem escreve como fala
ou
como geme.


Este poema é, simplesmente, a reflexão das palavras de minha amiga, Anita Mendes do blog Serendepities, em mim. Um poema pra transmitir as sensações que as palavras dela causam em mim. Uma singela homenagem.